CAMINHOS

Os destinos do Piauí são mais do que lugares: são histórias, memórias e sensações. Aqui, cada caminho convida a viver a experiência por inteiro


Desafio Teresina Entre Rios 2026: quando esporte, cultura, memória e rios se encontram

No aniversário de Teresina, o remo percorreu o Parnaíba em uma celebração que uniu esporte, cultura popular, memória e consciência ambiental

O Desafio Teresina Entre Rios foi uma grande celebração

Organizado por Luciano Uchôa, o Desafio se consolidou como uma celebração da relação de Teresina com suas águas e com as comunidades que, ao longo do tempo, construíram suas vidas às margens dos rios.

Mais do que um percurso fluvial, o evento se apresenta como um manifesto vivo pelo respeito às águas, pelo reconhecimento do povo tradicional ribeirinho e pela valorização de uma identidade que não pode ser compreendida sem a presença dos rios Parnaíba e Poti.

A alegria de participar do evento estava presente em cada participante
Entre remos, paisagens e histórias

Ao longo do percurso, os remadores enfrentaram o esforço físico próprio da travessia, mas encontraram nas paradas das coroas do rio e nas paisagens do Parnaíba o estímulo necessário para continuar.

A paisagem era de tirar o fôlego
Em cada parada nas coroas do rio, uma atração

E foi justamente no contato direto com o rio que o Desafio revelou também uma realidade que não pode ser ignorada. Nas margens, foram encontrados lixo e pontos de lançamento de esgoto no Parnaíba, imagens que contrastavam com a beleza da paisagem e reforçavam a urgência de cuidar das águas que dão identidade à cidade.

Ao mesmo tempo, havia outra paisagem humana: os acenos, os sorrisos e as manifestações de apoio de pessoas que acompanhavam a passagem dos remadores. Pequenos gestos que demonstravam que o rio continua sendo um espaço de encontro e pertencimento.

Atraçoes nas margens e acenos para quem passava

Mas o momento mais simbólico do percurso ainda estava por vir.

A Terceira Coroa: quando o rio encontra a cultura

A chegada à terceira coroa marcou o ápice do Desafio. Os remadores foram recebidos por um boi, numa manifestação da cultura popular que ganhou ainda mais significado naquele lugar.

Assim como o Rio Parnaíba, que une Piauí e Maranhão, o movimento dos bois também atravessa as fronteiras entre Teresina e Timon, aproximando pessoas, histórias e tradições dos dois lados do rio.

Na terceira coroa do rio fomos recebidos por um Boi

Foi ali que duas importantes histórias dessa relação entre os territórios foram homenageadas. Uma delas é a de Seu Dedé, cuja família realiza há quase cem anos a travessia entre Teresina e Timon, nos dois sentidos, utilizando seu barco. Uma atividade que representa não apenas um serviço de transporte, mas uma tradição familiar e uma forma de ligação cotidiana entre as duas cidades.

Como parte da homenagem, seu barco recebeu uma peça de Dona Raimundinha, produzida na Cooperart, organização formada por mulheres empreendedoras do Polo Poty Velho.

Também foi homenageado o Mestre Maleiro, que há décadas cuida, incentiva e ajuda a manter vivo o movimento dos bois em Teresina e Timon.

Mestre Maleiro comandou o Boi do Maranhão

Sua própria trajetória se confunde com a memória da capital. Aos 12 anos, Mestre Maleiro participou da festa que marcou o centenário de Teresina. Décadas depois, estava novamente presente em uma celebração da cidade, desta vez fazendo o corte do bolo durante o Desafio Teresina Entre Rios.

Dedé, Mestre Maleiro e Luciano Uchoa comandaram os parabéns para Teresina

São histórias como essas que ajudam a compreender que uma cidade não é feita apenas de seus monumentos, suas ruas e seus prédios. Ela também é construída pelas pessoas que atravessam seus rios, mantêm suas tradições e transmitem suas memórias de uma geração para outra.

O último trecho

Depois da celebração na Terceira Coroa, era hora de retomar os remos.

Os participantes ainda estavam impactados pela experiência vivida naquele ponto do percurso. O cansaço começava a chegar, mas a paisagem do Parnaíba oferecia o ânimo necessário para enfrentar o último trecho.

E teve participnte que levou dindim para refrescar
Na ponte metálica, acrobacias aéreas

A cada remada, permanecia a percepção de que aquele não era apenas um desafio esportivo. Era também uma oportunidade de olhar Teresina a partir de seus rios, percebendo suas belezas, suas contradições e as relações que se estabelecem entre as pessoas e as águas.

Um novo olhar para Teresina em cada remada

O percurso terminou em um dos lugares mais emblemáticos da capital: o encontro dos rios Parnaíba e Poti.

Ali, a emoção de fazer parte daquele momento tomou conta dos participantes. Cada remador recebeu sua medalha, celebrando a conclusão do percurso e a participação em uma experiência que reuniu esporte, cultura, memória e consciência ambiental.

Chegada no encontro dos rios Parnaíba e Poti

O Desafio Teresina Entre Rios honra a capital justamente porque nos convida a reencontrá-la por aquilo que está na sua própria origem: seus rios, sua gente e as histórias que atravessam suas águas.

Que o Parnaíba continue sendo caminho, encontro e memória. E que iniciativas como essa nos ajudem a lembrar que celebrar Teresina também significa cuidar dos rios que fazem parte de quem somos.

Diante de tudo o que o Desafio proporcionou, fica o reconhecimento a quem idealiza e realiza uma iniciativa que transforma o esporte em instrumento de valorização dos rios, da cultura e da memória. Parabéns Luciano Uchoa e sua equipe!

No final, a certeza de que precisamos cuidar dos nossos rios

* Texto: Suzane Jales * Fotos: Margareth Leite

Floriano molda sua identidade na argila branca

No dia 16 de agosto, aniversário de Teresina, o Rio Parnaíba foi novamente cenário de uma experiência que vai muito além do esporte. A 5ª edição do Desafio Teresina Entre Rios 2026 reuniu remadores, manifestações da cultura popular, histórias de vida e um olhar atento para a situação dos nossos rios.

Em Floriano, a tradição moldada pelas mãos ganha forma e memória. No bairro Curtume, famílias mantêm viva, há gerações, a arte da cerâmica em argila branca, matéria rara no Brasil, que nasce escura e, após a queima, revela sua delicada tonalidade clara.

Reconhecida em setembro de 2025 pelo Governo do Piauí como Patrimônio Cultural Imaterial, essa prática quase centenária ultrapassa o fazer artesanal: é identidade, sustento e pertencimento. Mais do que peças, o que se cria ali são histórias que resistem ao tempo, projetando Floriano como referência na arte da argila branca e reafirmando a força da cultura que brota do território.

Sequência de fotos mostrando desde a matéria prima escura, a moldagem de peças, o forno da queima, as peças de argila que ficam brancas e dois membros da cooperativa
A rara argila branca – Fotos: Suzane Jales
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Floriano: onde a fé não se explica… se atravessa

Em Floriano, a Semana Santa ganha corpo, voz e emoção em um dos maiores espetáculos a céu aberto do Brasil: a Paixão de Cristo no Teatro Cidade Cenográfica, que está na sua 31ª edição e é Patrimônio cultural de natureza imaterial do Piauí. A entrada é gratuita e o chão do teatro se transforma em história viva.
São cerca de 55 mil metros quadrados que recriam cenários bíblicos monumentais, como o Palácio de Herodes, o Tribunal de Pilatos, o Templo de Jerusalém, o Monte Calvário… Um espaço onde o público não apenas assiste… mas caminha junto, respira cada cena, sente cada silêncio.
Cerca de 400 profissionais, entre atores, figurantes, técnicos e equipe de produção dão vida ao espetáculo, em um encontro potente entre talentos locais e grandes nomes da teledramaturgia brasileira. Cada detalhe importa: os figurinos, os gestos, os olhares. Tudo conduz a uma experiência intensa e profundamente humana. Luz, som e emoção se entrelaçam em cenas que silenciam e emocionam a multidão.
Depois de percorrer espaços inspirados nos últimos passos de Jesus, incluindo o batismo, a tentação, o chamado dos apóstolos, o sermão da montanha, a instituição do Pai nosso, os milagres, a última ceia e o julgamento… bem então, o ápice: a crucificação. Uma cena forte que arranca até lágrimas.
Mas é na ressurreição que o espetáculo floresce. Entre luzes e esperança, a vida vence. E o que fica não é apenas a memória de uma encenação… é um sentimento que ecoa.
Realizada pelo Grupo Escalet de Teatro, a Paixão de Cristo movimenta a cidade, fortalece a cultura e o turismo, além de reafirmar a força de uma tradição que transforma Floriano na Princesa do Sul, da fé e da arte. Porque no Piauí, a fé também é caminho. E em Floriano… ela se torna espetáculo.

Foto da crucificação de Jesus no espetáculo do grupo Scalet
Espetáculo da Paixão de Cristo
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Oeiras: um cenário de fé e memória

Em Oeiras, primeira capital do Piauí, na quinta-feira da Semana Santa, a noite ganha outro tempo. O fogo acende caminhos, o silêncio se enche de cânticos e orações. Entre casarões coloniais, a história parece respirar mais perto da gente. É assim que começa a Procissão do Fogaréu, tradição centenária que transforma a cidade em um cenário de fé e memória.
As luzes se apagam e, de repente, um mar de tochas ilumina as ruas. Homens e crianças caminham juntos, conduzindo o ritual que simboliza a busca e a prisão de Jesus no Jardim das Oliveiras.
O brilho das chamas, o som das catracas, o cheiro do querosene, os passos firmes… tudo envolve, tudo toca.
O cortejo parte da Igreja de Nossa Senhora da Vitória e percorre ruas antigas da cidade, onde as vozes ecoam pelas paredes e pelos sentidos. E quando a caminhada chega ao fim, a palavra toma o lugar do fogo, no tradicional Sermão do Fogaréu. Mais que um espetáculo, é herança viva.
Importante ressaltar que a Semana Santa de Oeiras, reconhecida pelo IPHAN, guarda na chama das tochas a identidade de um povo. Um convite para sentir, viver… e lembrar que, no Piauí, a história também se ilumina.

Foto do alto, onde se vê a igreja de Nossa Senhora da Vitória e a praça cheia de homes com lamparina nas mão - as famosas tochas do fogaréu
Foto: Margareth Leite
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Os encantos de Batalha

A cerca de 160 km de Teresina, Batalha revela um daqueles cenários que surpreendem pela simplicidade e encantam pela força da natureza. Visitar o município é se permitir desacelerar e mergulhar em paisagens moldadas pelas águas. Ainda que temporárias, elas são intensas. Durante o período chuvoso, cachoeiras brotam entre pedras e matas, convidando ao ecoturismo e oferecendo um refúgio perfeito para quem deseja fugir do ritmo apressado das cidades.
Entre elas, a Cachoeirinha guarda um charme especial por estar situada na área urbana, nos arredores do bairro Santa Cruz. O acesso é simples: basta estacionar e seguir por uma curta trilha a pé, que contém uma escadaria, até encontrar um cenário bem preservado, onde o som das águas do Riacho Grande ecoa entre grandes rochas e árvores frondosas. Um pequeno oásis que prova que a natureza também resiste e floresce dentro da cidade.
Já a Cachoeira do Xixá exige um pouco mais de deslocamento, com uma pequena estrada de terra e uma trilha leve. Mas a recompensa é imediata. Paredões de pedra com aproximadamente 10 metros de altura desenham quedas d’água que alimentam uma piscina natural de beleza impressionante. Entre corredeiras, trechos rasos e áreas mais profundas, o espaço acolhe diferentes perfis de visitantes. Ao redor, a vegetação preservada completa a experiência, enquanto uma estrutura com bar e restaurante garante conforto sem tirar o protagonismo da paisagem e do som constante das águas.
A Cachoeira dos Almeidas, por sua vez, encanta não apenas pela paisagem, mas pela hospitalidade. Mesmo em dias de menor volume de água, o local convida ao descanso e à convivência. A queda, de menor altura, forma piscinas naturais represadas e organizadas, com espaços pensados tanto para adultos quanto para crianças. Ao lado, a estrutura de apoio se integra ao ambiente, permitindo que o visitante desfrute da água e da acolhida quase ao mesmo tempo.
Em Batalha, cada cachoeira é um convite, não apenas ao banho, mas à contemplação. Um destino onde a natureza dita o ritmo e transforma cada visita em uma experiência única.

Foto da Cachoeirinha
Cachoeirinha – Foto Margareth Leite
Cachoeira do Xixá – Foto: Margareth Leite
Cachoeira dos Almeidas
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A força da Cachoeira do Urubu

Entre o som das águas e o verde que abraça o horizonte, o Parque Ecológico Cachoeira do Urubu revela um dos cenários mais encantadores do norte do estado. Localizado na divisa entre Esperantina e Batalha, a cerca de 180 km de Teresina, esse é um daqueles lugares onde a natureza se apresenta com força, beleza e poesia.
Formada pelas águas do Rio Longá, a cachoeira mais famosa do Piauí desenha um verdadeiro balé em movimento, com múltiplas cascatas que encantam em qualquer época do ano. Durante o período de chuvas, o espetáculo ganha ainda mais intensidade — o volume cresce, a força pulsa e a paisagem se transforma. Mas mesmo nos dias mais tranquilos, as águas seguem vivas, preenchendo piscinas naturais, riachos e convidando ao mergulho.
Reconhecida como uma das sete maravilhas do estado, a Cachoeira do Urubu oferece uma experiência completa: mirantes que revelam ângulos surpreendentes, uma passarela que aproxima o visitante do coração das quedas e uma estrutura acolhedora com bares, restaurantes e serviços que tornam a visita ainda mais confortável.
Mais do que um destino, é um encontro com a essência do Piauí — onde cada gota d’água conta uma história, e cada visita se transforma em memória.

Cachoeira do Urubu – Foto: Margareth Leite

Localização: Entre Esperantina e Batalha, Piauí.

Acesso: fácil, PI-211

Distância de Teresina: Aprox. 180 km.

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Formosa: três quedas, um só encanto

Pertinho de Teresina, a Cachoeira da Formosa é um dos refúgios mais encantadores do período chuvoso. A apenas 81 km da capital, com 8km de estrada de chão que qualquer carro passa, ela revela sua força com três quedas d’água de aproximadamente 8 metros cada, criando uma paisagem de tirar o fôlego.
Sazonal, a Formosa ganha vida nas chuvas. A piscina natural que se forma aos pés das quedas é perfeita para se refrescar e aproveitar mergulhos revigorantes. O acesso é fácil, o cenário é exuberante e o convite é claro: desacelerar e se reconectar com a natureza.
Localizada em propriedade privada, cobra pequena taxa de visitação. Não é permitida a entrada com alimentos ou bebidas, e o acesso à cachoeira ocorre das 8h às 16h.
Natureza viva, perto de você… e ainda mais bonita quando respeitada.

Duas das três quedas d’água da Cachoeira da Formosa (Foto de Margareth Leite)
Cachoeira da Formosa vista do alto, ainda com pouca água (Foto: Margareth Leite)

DICAS DOS PROPRIETÁRIOS:
• Contato para agendamento com Luna: +55 86 9812-9400.
• A localização é facilmente encontrada digitando Cachoeira da Formosa no Google Maps ou Waze.
• O valor da entrada, que pode ser feito em dinheiro ou pix, é de R$30.00 por pessoa e criança até 10 anos não paga.
• A trilha é de 5 minutos de caminhada. Na trilha tem uma bifurcação, caso prefira uma caminha mais plana siga pela esquerda, mas, se preferir com emoção, siga pela direita. Não precisa de guia!
• É proibido levar comida e bebidas, sendo permitido somente água e frutas.
• Tem um restaurante terceirizado que é localizado na entrada da fazenda e pode ser contatado pelo número +55 86 994936960 para agendar sua refeição.
• É proibido pular da cachoeira, pois em baixo tem muitas pedras é muito perigoso!
• Caso comece a chover, saia de baixo da queda d’água, observe se a chuva vai parar e, caso não pare, saia imediatamente pois pode ter tromba d’água.

Esquema de localização
Esquema de localização
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Começou a temporada de cachoeiras

Com a chegada das chuvas, o Piauí muda de ritmo… e de paisagem. A terra seca respira, o verde reaparece e, como um presente aguardado, as cachoeiras despertam.
Do norte ao sul do Piauí, a água volta a correr entre pedras, serras e vales, formando quedas d’água que só existem neste tempo raro e precioso do ano. É o início da temporada das cachoeiras: intensa, viva e transformadora.
Um banho de cachoeira vai além do refresco. Para a saúde, ajuda a aliviar o estresse, relaxar o corpo, estimular a circulação e renovar as energias físicas. Para muitos saberes tradicionais e espirituais, a água em movimento limpa, descarrega tensões, equilibra emoções e favorece recomeços. É água que cura, acalma e reconecta.
Cada chuva é um convite: pegar a estrada, sentir o cheiro de terra molhada, ouvir a força da água e deixar o corpo e a alma seguirem o fluxo.
Mas vá com respeito. Preserve, não deixe lixo, cuide do que é vivo. As cachoeiras voltam todos os anos e pedem, em troca, consciência e cuidado.

Cachoeira do Tingidor, em Juazeiro do Piauí-PI (Foto: Margareth Leite)
Cachoeira
Cachoeira do Pinga, em Cocal-PI – Foto Margareth Leite

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Olho d’Água da Saúde, em Cocal: natureza que acolhe e renova

O Olho d’Água da Saúde, localizado na comunidade Saúde, em Cocal da Estação, no norte do Piauí, é um desses lugares em que a natureza parece falar baixo para ser melhor ouvida. A água brota cristalina e fria, cercada pelo verde fechado, em um ambiente onde o silêncio é quebrado apenas pelo vento nas folhas e pelo canto dos pássaros.
A luz atravessa as palmeiras com cuidado, sem pressa, preservando o encanto de um espaço que acolhe e convida à contemplação. É um refúgio natural que acalma o pensamento e renova as energias, como se o tempo, ali, aprendesse a desacelerar.

O acesso ao Olho d’Água da Saúde se dá a partir da sede de Cocal da Estação no sentido Barra Grande. Depois de 5 km, o visitante deve seguir por uma estrada vicinal em direção à comunidade Saúde e, em seguida, percorrer um curto trecho a pé até a nascente. O caminho é simples, mas pede atenção e respeito ao ambiente natural.
Por se tratar de propriedade privada, é cobrada uma taxa de R$ 10 por pessoa para a visitação. O local é considerado um santuário da natureza e possui regras rígidas de preservação: não é permitido levar bebidas alcoólicas, alimentos ou deixar qualquer tipo de lixo. O tempo máximo de permanência é de uma hora, e há um limite de visitantes por horário, justamente para garantir a conservação do espaço.
Mais do que um ponto turístico, o Olho d’Água da Saúde é um convite ao cuidado — com a natureza e com o próprio sentir. Um destino que não muda apenas o roteiro da viagem, mas a forma de olhar e de estar no mundo.

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Foto do águas do Olho D'Água da Saúde vista do alto
Foto: Vitor Leite
Foto de Margareth Leite nas águas do Olho D'Água da Saúde
Foto: Vitor Leite